Com Alberto e Vicente, o barbeiro sai feliz e o dentista sai contente.
sábado, abril 26, 2008
Com Alberto e Vicente...
Preliminarus Poll Nominalus
Decidimos colocar à vossa disposição mais uma Poll atractiva :)
Pois bem, continuamos com a corrida para o prestigiado galardão de Cromo do Ano de 2007.
Depois da Poll Fronha Agressiva, segue-se a Preliminarus Poll Nominalus. Os dois mais votados irão ganhar uma viagem em 1a classe para a Supra Poll Final, onde já estão confortávelmente instalados Armando "Le Petit" Teixeira e Delson, de rabiosque sentado no sofá da imortalidade suprema.
Dos nomes que passearam pelos relvados (às vezes campos de batata) portugueses no Annus Civilius de 2007, escolhemos uma catrefada deles para se deliciarem!
Alguns da II Liga, mas sendo nomes de profissionais, estão sujeitos a serem também eles eleitos reis dos nomes próprios menos próprios das BWINs e Vitalis da vida.
Votem! O vosso voto conta.
Se ainda nao viram a Poll, é só olharem um pouco para a direita e procurarem uma cenoura.
sexta-feira, abril 25, 2008
38,5 Milhões de Razões Para Estudar Álgebra
quinta-feira, abril 24, 2008
SUB 21 - o que mais voava


Não há muito a dizer.. as imagens e títulos de jornais mostram..
Altos e Baixos de um Gigante
terça-feira, abril 15, 2008
Genialmente Pequeno
segunda-feira, abril 14, 2008
Ténis ou Beisebol?
Yannick Djaló dá-lhe com a alma
Depois de ver o futebolista fetiche de Paulo Bento nos Ídolos, a primeira frase que me veio à cabeça foi "don't quit your day job".
Porém, lembrei-me depois que já o tinha visto jogar à bola e que aquele era precisamente o "day job" dele.
E sabem que mais? Não desistas do teu sonho, Yannick.
quarta-feira, abril 09, 2008
Tri com a devida homenagem

Bem hajam, gente da bola. Regressámos de umas pequenas férias retempradoras ainda a tempo de aflorar o grande tema da semana: O Tri sem naranjus.
Tal como o título deste post indica, iremos homenagear o novo Tricampeão Nacional Português. E fá-lo-emos através da sua maior figura cromática: Lino.
Porquê? Seguindo a regra de ouro cromática(nome+fronha+rendimento)tomámos as nossas conclusões.
- Nome? Dorvalino Maciel.
Check.
- Fronha? Afro-negligé-manjerico-style.
Check.
- Rendimento bolístico? Basta dizer que a sua "medalha de honra" é ser o 68º jogador com mais minutos na Liga Intercalar.
Check.
A época de Dorvalino tem sido feita de al...baixos e baixos. Contudo, foi decisivo para a conquista do Tri, dada a sua inata capacidade para ser um aquecedor de bancos de alto rendimento. Jorge Fucile afirmou mesmo que ser substituído até já é um prazer, sabendo de antemão que irá sentar o seu milionário traseiro num banco quentinho e aconchegante. Dorvalino sorri e parte todo lampeiro para aquecer o banco do Furacão do Magrebe, que vem já aí a seguir. A satisfação pelo trabalho bem feito é um prazer que não se pode negar a nenhum homem...mesmo quando o homem em questão é o 55º jogador com mais golos na Liga Intercalar 2007-2008.
E no final da partida, a costumeira manifestação de adulação dos fãs expressa num cartaz:
"LINO, DÁ-ME A TUA CAMISOLA, JÁ QUE NÃO A USAS"
terça-feira, março 18, 2008
O Outro Cavaleiro do Apocalipse
Aldea Mogrovejo. Populación: zero.
Este lugarejo, algures nas profundezas da Espanha até por D. Quixote esquecida, assume-se como justa homenagem ao vulto do futebol mundial que lhe dá o nome.
Mas voltemos atrás. A história deste guedelhudo Cavaleiro do Apocalipse tem início em meados da década passada:
Marcelo Houseman, um seboso empresário argentino com cara de segurança de discoteca desmotivado, torna-se numa espécie de academia do Sporting ao contrário, e desata a cuspir cepos em todas as direcções. Para nossa sorte, uma dessas direcções foi a cidade invicta.
Abram alas para os cinco Cavaleiros do Apocalipse.
Chegaram Baroni, Mandla Zwane, N'Tsunda, Walter Paz e Mogrovejo, como poderiam ter chegado Dartacão, Noddy, aquele actor estranhíssimo da TVI, o cabelo do Diogo Feio e uma sameirinha de Spur Cola.
Sir Bobby abriu os braços, Jorge Nuno abriu a carteira, e os cinco estarolas fecharam o tasco.
Na sua versão bíblica, os quatro cavaleiros do apocalipse eram a conquista, o extermínio, o cannigia, a fome, e a morte. No mundo real, isto traduziu-se mais ou menos desta forma:
- conquista: Ronald Baroni (Perú - Conquistadores, etc.)
- extermínio: Walter Paz (porque foi o que fez à sua própria carreira)
- cannigia: Mogrovejo (pois)
- fome: N' Tsunda (um gajo que se orgulha de ser mais rápido que o vento tem de ser magrinho)
- morte: Zwane (estava a jogar à bisca quando Deus distribuiu os cognomes mais fixes. Ficou com a fava.)
Esta conversa dava para quatro blogs e meio, portanto foquemo-nos no homem do momento: Roberto Mogrovejo.
Terá sido o mais temido dos cinco, pois se é verdade que a morte, a fome e o extermínio podem assustar muita gente, um cannigia assusta muito mais. Pinto da Costa recebeu-o com pompa e circunstância no seu gabinete, augurando-lhe um futuro risonho de Dragão ao peito, provavelmente com medo do que ele lhe pudesse fazer. É que Mogrovejo não reage bem à falta de atenção.
Como novo Cannigia, era esperada da sua parte uma apetência para espancar peixes, inalar cal das linhas delimitadoras do relvado, beijar homens na boca frente a câmaras de TV e ter penteados ridículos.
Roberto Mogrovejo só conseguiu transformar a última situação numa realidade indelével. Dada a enorme desilusão, e também porque a influência dos Cavaleiros do Apocalipse no balneário tripeiro estava a tornar-se insuportável para cromos nacionais como Bandeirinha ou Vítor Nóvoa, o presidente azul-e-branco fez com que o nosso amigo argentino desaparecesse num ápice:
- "Mogroquem? Ah, não. Esse estava à experiência, acho eu. Mas nem sei quem é. Tem bigode?"
Verdade seja dita, o Cavaleiro do Apocalipse só voltou a pisar solo nacional dez anos depois - já sem o monumento capilar do passado - com a selecção argentina de futebol de praia.
-"Assim fico mais perto dos peixes.", disse ele, numa efémera tentativa de recuperar a fama de novo Caniggia, aos tenros 52 anos de idade. Fica para a próxima.
P.S.: A foto não é adulterada. Isto é mesmo uma aldeola que o co-blogueiro Pedro encontrou em Espanha.
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quinta-feira, março 06, 2008
Quem cala, consente
No ano de 1991 foi cometida uma atrocidade no seio da Casa Pia de Lisboa, envolvendo um loirinho jovem menor de idade, que iria marcar de forma negativa a vida de muita gente nos anos vindouros:
- José Calado foi impulsionado para uma carreira profissional de futebol.

-"Choque!"
-"Horror!"
-"Melão!"
O potentado futebolístico conhecido por Casa Pia foi o trampolim para uma carreira de altíssimo nível, que passou pelo Estrela amadorense, antes de desembocar no Benfica lisbonense, em meados da década de 90.
Aí, no palco onde muitos outros actores de primeiríssima água outrora brilharam, José não foi a excepção.
Motivado pelo ingresso numa mítica squadra rossa que contava com pedras do calibre de King, Paredão, Nica Panduru, Iliev e Marcelo, José não tinha outro remédio senão seguir as pisadas dos seus mentores e evoluir ano após ano, ao ponto de se tornar um guardião do templo da (tosta) mística benfiquista.
A glória era inevitável, e a escassez de títulos assumia um papel secundário perante a facilidade com que o ex-casapiano subiu o escadote do sucesso. Mais popular do que saxofones em músicas dos anos 80 e mais omnipresente que cotão no umbigo, o seu futuro na Luz parecia risonho. Num esfregar de olhos não só foi elevado a capitão do clube, como também fornecia o seu suor para ser usado como antídoto para as doenças venéreas do milhafre do espanhol.
Calado, o Mundo era teu.
No entanto, o inesperado aconteceu. O final de século foi fatal para José António.
Primeiro, ficou ligado a um dos momentos mais marcantes da história do futebol Português.
-"Mas isso não é bom?", perguntais vós.
Não, quando o momento é o desafio (será que lhe podemos chamar isso?) Celta Vigo 7 - 0 Benfica. E quando o nosso jovem joga os 90 minutos. Mas pensemos em coisas positivas...SOBRAL DE MONTE AGRAÇO JÁ TEM UM PARQUE INFANTIL!
O dinâmico centro-campista fez como nós, e não se deixou abater por este infortúnio. Só que José não procurou consolo na felicidade das crianças de Sobral de Monte Agraço, visto que decidira dar preferência ao upgrade do seu rapport visual. Calado foi o primeiro jogador da bola a trazer para os relvados o look Spice Girl, combinando de forma inteligente e subtil as suas novas melenas amarelas com umas repinhas cuidadosamente descuidadas.
A sua vistosa aventura capilar berrava aos sete ventos (ai, má escolha de número) que o lusitano estaria pronto para novos desafios. Venham eles.
O problema é que vieram mesmo...e José não teve arcaboiço para levar com eles.
No ano 2000, o fenómeno boys/girls band que assombrou a segunda metade da década de 90 estava a morrer lentamente, e os Excesso estavam a um pequeno passo de regressar à construção civil. Mas eis que surge um segundo fôlego de fama para o carismático azeiteiro Melão, o popular abichanado-mor da "banda"!
Não se sabe muito bem como nem porquê, mas esse fôlego veio na forma de um jogador da bola que até tinha falta dele em campo: claro, o nosso José António.
Rumores de um ardente romance entre ambos correram pelos meandros da bola. Sprintaram céleres, qual Seo Jung-Won de vermelho vestido, tendo chegado a todas as esferas da sociedade lusa. Todos sabíamos do tórrido envolvimento entre o azeiteiro da boys band decadente e o jogador da bola com madeixas amarelas de odor almiscarado. Uns abriam a boca de espanto, outros para vomitar. O próprio José António abriu a boca, pois não aguentava mais ficar calado.
Ao intervalo de um desafio contra o Braga no seu próprio estádio, o centrocampista decidiu ficar de vez no balneário. Não para ficar a apanhar pevides de um certo fruto do chão dos duches, mas sim porque não aguentava mais as bocas dos adeptos benfiquistas de cada vez que falhava um passe. E conhecendo o futebolista em questão, deve ter ouvido cerca de 23 bocas por minuto.
José António era o sujeito de todas as anedotas e comentários boçais em todos os estádios do País. Calado ficou, mas não saiu calado.
Saiu para Espanha, para tentar a sua sorte no Real Bétis. Não demoraram a metê-lo em rumores com o Enrique Iglésias, o que aliado à sua dantesca capacidade futeboleira, o levou de pronto à 2a divisão do País vizinho, para pontificar no também ele dantesco Poli Ejido. Após deixar a sua qualidade bem vincada no clube do emblema surrealista, tornando-se no ídolo da torcida poliejidesca, decidiu emigrar uma vez mais, desta feita para o Chipre, onde alinha actualmente pelo APOP.
Há quem diga que é um clube de futebol, eu prefiro pensar nele como um partido político com uma sigla engraçada, tipo 4POUS (eu até punha link para o site do partido, mas eles não têm...contudo, descobri que o 4POUS teve 76 votos nas eleições para a assembleia da república em 1985, em Tomar, claro).
Fica o pesamento do dia:
“O Melão não pode ser calado! Quando se mete a faca tem de se comer, não pode esperar pelo outro dia”.
Grão-Mestre Barbosa de Melo, Confraria do Melão Casca de Carvalho
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
BOD...UNHA COM CARNE

Um dia sonhou ser futebolista.. nas ruas de Luanda, entre balas, mísseis, 2 ou 3 projécteis e uma arma ao peito, Angola fervia-lhe nos pés..
Pensou .. " Por que não tornar-me um Secretário, mesmo que com mais côr ? Sempre dá mais côr à coisa!" E assim se tornou Lateral Direito.
"Posso um dia sair de um clube, ir para um grande clube europeu, e regressar novamente ao meu clube.." , tal e qual Secretário o fez.
Assim foi, começou em grande no Petro de Luanda. No belo estááádio do Cidádéééla, irmão.
No entanto, começou o tal sonho de ir para um grande europeu e seguir as pisadas do Secretas bródar!
Foi aí que surgiu o Sporting de Espinho, treinado por quem? por quem? Um grande senhor, de nome Carlos Carvalhal. Este homem tem visão e por isso contratou... Bodunha. Companheiro de Filó, Paulão, Nuno Sampaio, Carlos Pedro.. mas que equipona! As praias de Espinho até ficavam desertas por tanta gente querer ver a equipa, domingo após domingo.
2 anos após mais um salto.. upa.. cá estou eu no Salgueiros! Agora Bodunha atingia um clube com mística e numa grande cidade da Europa. Jogar ao lado de Ivan Litera, Ouattara, Paquito, Pedrosa.. ou no ano seguinte com Carlos Manuel (outro grande senhor, um senhor Atlético) jogou ao lado de Tó Ferreira, Rui Correia, Edu, Ernesto, Toy e até Carrasqueira! O grande Carrasqueira.
Novo ano, novo salto rumo ao grande europeu.. e veio o Sp. Braga! Parabéns Bodunha. Abiodum, Arrieta, Hiroyama, Samson, Antiá, Glauber e o mítico Barroso agradeceram a tua presença.
Agistaste o Sameiro e a Sé com as tuas arrancadas pelo flanco direito..
No entanto, algo atrai Bodunha pelo perigo..
Senao vejamos, o Sp Espinho começou a descer de rendimento e de divisões, até hoje em que está na II Divisão B.
O Salgueiros é o que se sabe.. acabou-se a Alma de Vidal Pinheiro.. e eis senão quando.. Bodunha alinha pelo Maia!! Máguio Geis ao leme, ega o tgeinadog. Mas que supeg equipa! Erivan, Basílio, Ricardo Nascimento, Paulo Jorge, Saulo! 2003 - 2004.
Mas.. óhhhhh, surpresa, o Maia começa a ter problemas e é o descalabro. Hoje é o que se sabe, é o último classificado da III Divisão!
Mas lá está, Bodunha sabia que era o destino.. já que hoje é Carlos Secretário, o seu espelho, o seu sonho.. outro grande lateral direito, que treina a equipa.
Bodunha pressentiu que o grande europeu já tinha sido atingido.. era o grande azar europeu. Bodunha só dizia " Máz puuurquê ééu? Máz porquêê não o Mántóóórras?" .. a desilusão era tão forte que Bodunha fez o prometido e voltou para o seu 1º clube. Tal como Secretário, Bodunha regressou à casa-mae, quiçá para acabar a carreira.
É por isso hoje o lateral direito do Petro de Luanda novamente. Bernardino Pedroto o recebeu, o treina e faz dele um dos valores seguros, juntamente com João Ricardo, Lebo-Lebo, Vitor Pereira (um portugues em Àfrica) Bernado, Chinho, Mandiaba..
Bodunha sente-se em casa e sabe que por ter sido lateral direito, por ter representado um grande europeu (O Braga :)) e por ter passado onde Secretário jogou e treina ..
Estão ligados para sempre... são agora Bod.. Unha com Carne.
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
António, o Salvador e a MSS do doente mental
Cromos da Bola, SAD TV está de regresso, desta feita com o eloquente presidente do Arsenal do Minho.
Digamos que a propaaaaaaaalada classe jornalística que escreve destrututivamente sobre a estratégia que tem sido delinhada pela SAD dos Gunners de Bracara Augusta terá que dar conta dos doentes mentais que estão poribidos de entrar na Holanda.
Confuso? Também eu.
Mas provavelmente a MSS enviada pelo doente mental holandês ao Salvador - adum dos quais ele tem ali para vocês ver - esclareça as coisas. É que o Matheus foi-le transmitido que a SAD iria-le renovar o contrato, e que a melhoria liria ser feita.
Pá...ainda estou confuso. Provavelmente se esclarecermos o que significa a sigla MSS, possamos tirar alguma conclusão de relevo. Ora deixa cá ver:
- Uma empresa de construção civil de Fajozes? Difícil de enviar.
- Uma associação académica de sociólogos do Midwest americano? Para doentes mentais é mais psicólogos, mas enfim.
- Uma empresa de segurança brasileira? Se virerem de lá um ou dois centrais brasileiros, tanto melhor.
- Qualquer coisa chata de computadores?Ainda deve ser mais confuso que a questão do doente mental holandês.
- Um aeroportozito em Nova Iorque? Se a empresa de construção civil é difícil de transportar, imaginemos este...
- Miraldo Souza e Soares, Advogados Associados. Claro! Faz todo o sentido. Vamos substituir "MSS" por "Miraldo Souza e Soares" na frase do António, o Salvador:
"Um indivíduo que manda a Miraldo Souza e Soares (MSS), adum dos quais tenho aqui para vocês ver (mostra a foto do Miraldo no telemóvel) a dizer que se o jogador não renovasse até ontem pu trinta mil Euros por mês..."
Perfeito. O doente mental que está poribido de entrar na Holanda mandou os advogados brasileiros fazer chantagem por ele. Agora sim, percebo-te.
Cromos da Bola, descodificando presidentes desde 2004.
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Resplandescente Kosovo
Predrag (ou Pedrag - parece que nunca ninguém desfaz as dúvidas do pessoal de forma contundente) Jokanovic, ferido no seu ego desde meados dos anos 90 por ter tido o tornozelo desfeito por um gajo com metade do seu tamanho e cara de peixe, sempre foi um tipo com pavio curto.
"Mas todos os sérvios são passados da broa", dizem-me vocês.
Certo. Porém, este sérvio não estava a ter um dia particularmente solarengo. Acordou às 7 da manhã com uma SMS do Mijter Cajuda que o deixou irritadiço: "Parto-te a cara, ó palhaço."
Depois ligou a televisão, apenas para rever os insanos festejos dos Kosovares na Euronews.
"O Kosovo ser nossa! NOSSA!!!", bramiu P(r)edrag, partindo mais um televisor e a jarra que Ávalos lhe oferecera pelo Natal.
Depois de mandar abaixo a sua dose de Vodka matinal, vestiu o seu fato de treino lacatoni e foi comer cereais. Porém, à primeira colherada, descobriu que Igor Pita lhe defecara no leite.
"Raizoparrta!", disse o sérvio - "Hoje era dia do Pedro Pita me defecarr no leite! PEDRO Pita! Odiar gémeos!"
Furioso, P(r)edrag partiu a taça dos cereais contra um pequeno bibelot que tinha trazido do Kosovo nas suas férias de 2002.
"Merda! Odiar Kosovo! Kosovo ser nossa! NOSSA!...", choramingou em cólera.
Dirigiu-se então para o treino no seu Lada, tendo tido um acidente de permeio. Olberdam pediu de pronto desculpa e ambos seguiram seu caminho. Arrivado ao apronto matinal, o sérvio agastou-se de tal forma com o penteado de Rodrigo e o nome de Rafik Halliche, que decidiu barricar-se na cave até à hora do desafio. Mas nem na cave teve descanso, pois às 17h12 recebeu a chamada diária de Russell Nigel Latapy:
J - "Tô Zim?Quem falla?"
RNL - "Tornozelo, tornozelo, tornozelo. Partido, partido, partido. Hahaha."
J- "Se eu dia descubra quem fallar, eu mato você!"
RNL - "...click..."
Depois de Russell Nigel lhe desligar o telefone na cara, o Mijter nacionalista chorou baixinho até à hora do jogo.
Chegado o momento, sacudiu o pó do fato de treino, pôs um boné numa clara tentativa de imitar José Mota e dirigiu-se para o banco. Depois de mais uma partida francamente chata e sem ponta de interesse, durante a qual se aborreceu por quatro vezes com o penteado de Rodrigo, P(r)edrag olhou de soslaio para o colega de profissão vimaranense.
Este respondeu-lhe com um acintoso "Hoje vi a tua mãe. Estava no Kosovo. Conheces?"
P(r)edrag não se conteve e explodiu de raiva naquele preciso momento. Uma explosão épica, do género John Rambo vs Birmânia inteira, mas desta vez o Johnny Boy não venceu.
Após uma grande confusão que teria deixado Jaimão Pacheco orgulhoso, o Mijter insular foi posto no seu lugar pela PSP madeirense e por Emídio Macedo, o Big Kahuna vitoriano, que proferiu a seguinte imbecilidade (perdão, frase):
- "Esse senhor (Jokanovic) devia ser RADIADO do futebol!"
Ora, como ninguém percebeu puto, nem mesmo o insuspeito Lipatin, pensámos em dar uma ajudinha ao povo da bola. Com a devida vénia ao dicionário online Priberam:
RADIAR,
- do Lat. radiare
- v. int.,
- emitir raios de luz ou calor;
- cintilar;
- fulgir;
- resplandecer;
- v. tr.,
- cercar de raios brilhantes;
- aureolar;
- refulgir.
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
It's Alive!
Nos últimos 15 anos, um jornal diário de Lisboa tem dado viva voz a esta ânsia, naturalmente focando as suas atenções nas esperanças da massa adepta de determinado clube futeboleiro nas suas primeiras páginas.
Trocando isto tudo por miúdos, "A Bola" quer dar vida a uma estátua, e nesta sua luta quixotesca, já enfiou pela goela dos Portugueses abaixo várias tentativas mais ou menos falhadas, que apesar de não terem resultado em plano, sempre dão para rir. É bom para exercitar os músculos abdominais, o que nesta sociedade sedentária, só pode trazer benefícios inesperados.
Quem não se fica a rir por muito tempo será certamente a pleíade de monstros criada por este Victor Frankenstein lusitano. Fabrice Alcebíade Maieco, Pepa, Mawete Júnior e Toy são os nomes pelos quais são conhecidas as anteriores aberrações bolísticas desenvolvidas em laboratório por este órgão da comunicação social. Uma vez trazidas à vida, com sangue vermelho correndo esbaforido por suas veias, são prontamente abandonadas pelo seu criador, enojado por mais um falhanço. Órfãs e deixadas ao Deus dará, as horrendas criações refugiam-se na pacatez das divisões secundárias e caves bafientas, longe da estátua à qual um dia deram corpo.
Depois de um longo interregno, Victor "Der Ball" Frankenstein volta a atacar, desta vez mais forte do que nunca, escolhendo um magnífico espécimen de linhagem insuspeita para encarnar a supracitada estátua.
Algures, um senhor simpático com uma toalha encardida no braço estremece.
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quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Cromos da Bola, SAD TV e a WWE
1. Porto, 3 de Fevereiro de 2008.
O Wrestling da WWE regressa a Portugal.
Jaimão, o Camião é cabeça de cartaz nesta deslocação à lusa Pátria, que não vira tal embaixador da modalidade desde o mítico Tarzan Taborda.
O lutador não deixou os créditos por mãos alheias: fazendo uso do seu incrível potencial atlético-broeiro, o calvo wrestler venceu facilmente o combate frente ao seu valoroso opositor Paulo "Penteado à Bon Jovi" Sousa.
A contenda entre ambos decorreu num esfregar de olhos, porquanto o corpulento Jaimão, o Camião resolveu o duelo via K.O. mal o árbitro mandou soar o gongo para o ínicio do dito cujo.
Brilhante! Portentoso! Arrasador! Extasiante!
O vitorioso atleta festeja a conquista nos braços dos seus aficionados, num ambiente de êxtase e arrebatamento emocional.
2. Treino do CD Feirense, Janeiro de 2008.
Assistimos a cruzamentos enviados para a área com o intuito de testar as capacidades do ponta-de-lança argentino à experiência no plantel, Jorge Córdova.
Se na primeira resposta ao teleguiado passe, o jovem sul-americano se negou a dizer "sim" ao esférico (pareceu mais um "quiçá" - do tipo "quiçá da próxima vez"), da segunda tentativa brindou os responsáveis da Feira com um rotundo ponto de exclamação no final da frase "não, nunca joguei à bola na vida, mas até está a ser engraçado!".
3. Treino do CD Feirense, Janeiro de 2008, parte II.
Desta feita, aguardámos pelo final do treino para obter algumas pérolas de sabedoria vindas do sagaz guardião/part-time frigorífico William, que conta com 52 anos de experiência no futebol profissional.
O jogador encaminha-se para o micro, retira calmamente as suas luvas, qual Labrecas pré-grande penalidade, e revela um espampanante relógio de ouro, certamente ofertado por Ricardo ou Alfredo Quaresma como troca de galhardetes (em troca, os irmãos terão recebido um pano da louça com a efígie de Prokopenko).
Agora quando vos for endereçada a useira e vezeira questão de café "mas quem raio é que treina de relógio de ouro?!?!", já sabem finalmente o que responder. E tudo graças ao Cromos da Bola.
4.Bónus.
Concerteza já terão ouvido aquela piadinha do gajo que acorda estremunhado e vai para o trabalho com um sapato de cada côr. Pois, nem eu. E o Filipe Anunciação muito menos.
Segue o anexo videográfico:
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segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Descubra as Diferenças MCLXXI
Dada a perspicácia de alguns leitores do excelso blog, as semelhanças entre estes dois cromos não passaram despercebidas. É caso para dizer, que mais barbela, menos barbela, mais óculo, menos óculo, vai dar ao mesmo.
Se há quem diga que o guardião do nome cromático por vezes precisa de óculos (pede ao gajo do lado, pá), também se pode afirmar sem pejo que o assalariado da SIC poderia pedir emprestado ao brasileiro algum jeito para o jornalismo.
P.S.: Já repararam que o cabelinho de ambos é exactamente igual? Muito bom.
Resultados Poll Fronha Agressiva
Pois bem, os vencedores da Poll Fronha Agressiva - relativa ao futebolista mais desprovido de bom aspecto do ano de 2007 - são Armando Le Petit Teixeira e Delson.
Armandito angariou 21% dos votos, e sendo já um habitué nestas conquistas, balbuciou apenas umas palavras (?) que pensamos serem de circunstância: "grunf nhonf mais grándes nhinf brunq."
Delson, por outro lado, demonstrou a típica boa disposição brasileira na hora de se vangloriar pelo segundo posto, que dá acesso à Liga dos Campeões das Polls: "Gente, o Délson gosta é de rebuçado. Esse aí é bom prá caramba. Eu amo anis."
Os Pereira Pequenina
Mas o engraçado e cómico e humorístico e sagaz e tenaz, é que há também esses mesmos laterais
direitos que são frutas...

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quinta-feira, janeiro 24, 2008
Em Honra do Nome

Este guardião Avense bem tenta honrar o nome de família, mas ao invés acaba por fazer juz ao nome do clube onde joga.
O ex-Grémio de Anápolis dá sobretudo azo a que os olheiros do Sporting andem pelo Brasil à procura de um qualquer Edmílson Jogoaoladodoliédson, cruzando-se com empresários mandatados pelo rival da segunda circular, desejosos de descobrir o mais recente Souumbelosubstitutodomiccoli Paulista.
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Cromos da Bola, SAD TV
Vamos tentar trazer-lhes os melhores momentos cromáticos da nossa bola, fresquinhos e com almíscarado odor a Zach Thornton, com a inestimável colaboração do nosso colega, amigo e palhaço máimagem.
Desta feita presenteamos o espectador com duas situações sui generis. A primeira é o penalty mais inacreditável de que nunca ninguém ouviu falar. Taça da Liga (palco de outro penalty que ficará para a História), 6 de Janeiro 2008, Estádio Clube Desportivo Trofense. A agremiação local recebe o Portimonense de Douglas Codó, Tarantini, Tchomogo e Maxi Bevacqua. Perspectivava-se uma parada cromática de proporções Zach Thorntescas (eh lá, a 2ª vez no mesmo post?), mas o espectáculo não foi fornecido pelos artistas da redondinha: João Ferreira, o árbitro, cansado de um jogo sensaborão e de ritmo budomirvujaciciano (para quem não se lembra do cepo em questão, fica a tradução: "muito lento"), decidiu animar a tarde.
"Que se lixe, quero ver um golito", deverá ter afirmado o hemisfério direito do seu cérebro numa conversa com o rival hemisfério esquerdo.
Aos 86 minutos, num canto inofensivo, a bola é interceptada a soco pelo keeper Mário "not Fátima" Felgueiras fora da pequena área, apesar de assolado por um careca da Trofa. Lance bem resolvido pelo guardião, e o 0-0 persiste. Eis que se ouve um apito. Os jogadores de ambas as equipas olham passivamente para o calabote de amarelo, provavelmente à espera de falta sobre o guarda-redes. Nisto, os trofenses exultam, como quem ganha a lotaria ou recebe um autógrafo do Quinzinho pela Páscoa. Os alvinegros, por outro lado, olham uns para os outros com o típico olhar de "boa, quem é que fez de Stepanov agora?".
A única resposta vem do pé-canhão de Pinheiro, que transforma a penalidade no tento da vitória da equipa de Valdomiro, Mílton do Ó e Reguila. Como é bonito o futebol com golos! As extensões de Fábio Paím não chegam para divertir o pessoal todo.
Quem não se divertiu foi o plantel da terra de Zezé Camarinha, segundo o mais recente candidato ao prestigiado Prémio Luís Campos, o inefável Vítor Pontes: "Os meus jogadores estão a chorar no balneário. Somos profissionais dignos, mas há pessoas que estão a mais no Futebol." Não se estaria a referir a Pontus Farnerud, suponho. Mas podia.
A segunda situação é bastante mais mainstream, com o remate do irmão do gajo do Inter a surpreender o leiriense Fernando Büttenbender Prass. Ainda bem que o jogo foi no Bessa, pois aquele momento de excepção merecia ser presenciado por mais de três pessoas e um cão da polícia a tirar uma soneca.
Espero que esta iniciativa seja do vosso agrado. Salpiquem o vosso gelado de Marcos Alemão com pepitas de Rodrigo Tiuí e sejam felizes.
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segunda-feira, janeiro 14, 2008
SEPSI - The Next Generation

Basta ouvir este grande anúncio e ler ao mesmo tempo a letra, para perceber quem vem aí..
"Ele é o Next phase, next stage, next grade, next wave
Calma aí, sente a Luuuuz
Mostra que és o maior, que sabes quem é o Panduruuuu..
Vens para uma cova, yeah
Não passes a bola..
O Luisao dá-te uma sova.. yeah yeah yeah
És a Generation Left..Leo Leo
Ele é o Next phase, next stage, next grade, next wave
Generation Leo
Generation Left.. Generation!
Generation Leo
Generation Left.. Generation!!
"
domingo, janeiro 13, 2008
Poll Fronha Agressiva
Aqui estão os candidatos para a Poll Fronha Agressiva. Destes nove (sim,tinhamos dito que seriam dez, mas este apoio gráfico ficava melhor com nove. Azarito.) marmanjos, escolham o vosso favorito. Os dois mais votados irão ganhar uma viagem em 1a classe para a Supra Poll Final.
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Quo Vadis, Renivaldo?

Havia quem dissesse que Renivaldo Pereira de Jesus estaria a ter uma droga de final de carreira. Na mouche. Agora parece que vai ser transferido para o xadrez. E não falamos do Boavista, que esse não tem dinheiro para tanta fruta.
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quinta-feira, janeiro 10, 2008
Giovanni, il Vulcone
Chegados ao aniversário de 10 anos da conferência de imprensa mais famosa do planeta bola, decidimos recuperar o momento que transformou Trap numa lenda da cultura pop alemã, num pódio que partilha com Pumuckl e David Hasselhoff. Se perguntam pelo paradeiro de José Dominguez, ficou em 5º lugar da lista, ensanduichado entre a canadiana Céline Dion e a mítica actuação da Charlie's Big Band im Oktoberfest 1986.
Esta conferência de imprensa foi-nos oferecida durante a atribulada estadia de Trap no FC Bayern, logo, as legendas em inglês irão ser muito úteis. Afianço-lhes porém, que os pontapés na gramática alemã são quase tantos como os que Ávalos direcciona aos fémures adversários no espaço de mês e meio. Mas mais hilariantes.
Aproveito também para expressar o meu descontentamento pela estadia sensaborona do mestre italiano no nosso País, visto que estava com grandes expectativas que o dito senhor repetisse algo do género durante a atípica época de 2004-05.
Fica para a próxima, Signore Trap.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Supra Poll Final - Cromo do Ano 2007
No dealbar do ano de 2008, iremos realizar nova Supra Poll Final, destinada a eleger o Cromo do Ano de 2007, claro está. Para tal efeito, passo a fazer copy-paste do regulamento inerente à dita cuja:
" (...) a Sra Nova Poll, destinada a eleger o Cromo Major da época que agora finda, irá ser dividida em três frentes - três. (...)
Teremos assim a "Preliminarus Poll Fronha Agressiva" para os maiores cromos em termos de fronha agressiva, a "Preliminarus Poll Nominalus" para nomes inolvidáveis, e a "Preliminarus Poll Renivaldo Pereira de Jesus" para premiar o magnifico desempenho em campo.
Os três - sublinho, três - (repetição/hommage a João "Papagaio" Malheiro) primeiros de cada Preliminarus Poll irão disputar a Supra Poll Final para eleição de Cromus Majerus em conjunto, que obviamente, terá nove elementos por onde escolher."
Assim sendo, e após este excelente copy-paste, iremos então eleger os 10 sortudos de cada poll. Comecemos pela "Preliminarus Poll Fronha Agressiva". Desafio-vos a deixarem as vossas doutas sugestões na caixa de comentários, no que concerne à eleição dos 10 gajos com o aspecto mais duvidoso dos nossos relvados em 2007. Basta um penteado realmente mau, não somos assim tão exigentes.
Bem hajam, Povo da Bola.
Até agora, como sugestões temos Renteria, Bergessio, João Paulo Oliveira, Rodrigo (CDN), Moses, Daniel e Wagnão (os Metralhas da Amadora), Ronny (SCP), Douglas, Besugo, Lucas Mareque, Sonkaya, Delson, Keita, Binya, Christian Rodriguez, Armando "Le Petit" Teixeira, Adriano (FCP), Ávalos, Fernando "Robocop" Aguiar, Pitbull Mejolaro, Márcio Martins e Osvaldo (Portimonense).
quinta-feira, janeiro 03, 2008
King Kralj, ou o maldito Aloísio.
Se os genuínos poetas do relvado são capazes de emocionar multidões com o altivo pentear de uma bola, já aqueles que não nasceram com tal talento divino arriscam-se a alugar quarto nas caves do esquecimento. A não ser que consigam cativar as almas das referidas multidões através de repetidas demonstrações de inépcia futeboleira, activando o interruptor da chamada "comédia não-intencional".O que seria de Bote Botende se tivesse defendido os livres de José Barroso de forma sólida, porém nunca brilhante? Seria neste momento um filho querido do Mundo imaginário de Portugal, onde figuras sui generis jogam à pelota por cima de nuvens feitas de algodão doce? Seria ele Bote Botende, o mito?
Não. Seria Bote Botende, o gajo que poda sebes no bairro "posh" do sempre solarengo burgo de Mbuji-Mayi, Congo.
A comédia não-intencional encontrou na internet um aliado à altura, imortalizando várias figuras cromáticas através de uma joint venture que se prevê imortal. Pelo menos até à concessão da rede rodoviária nacional à empresa Estradas de Portugal acabar. O que vai dar mais ou menos ao mesmo.
Pois bem, o senhor que se segue é uma prova viva de que a falta de jeito nos pode levar longe. Como tantos outros habitantes deste blog, chegou a Portugal com rótulo de craque e certificado internacional de classe insofismável. Titular no Mundial '98, seria finalmente o Caça-Fantasmas que iria acabar de vez com um dos filhos preferidos do "Cromos da Bola": O Fantasma de Vítor Baía. Qual Bill Murray ou Dan Aykroid em 1984, Ivica Kralj pôs a sua arma de feixe de protons às costas e disparou em todas as direcções. Seguramente atingira o afamado fantasma que afinal não conseguira ver. Mas tudo estaria certamente controlado, e o sérvio preparava-se para fazer juz ao nome (sim, "Kralj" significa "Rei" em sérvio) e sentar o seu traseiro real no trono da Invicta.
Mas havia um problema. Ele próprio.
Os primeiros sinais de absurda falta de aptidão chegaram na pré-época, com um perú maior que a barriga do agricultor palmelão, logo frente ao espanhol Tenerife. Nem de propósito, o remate vitorioso tinha saído da bota do Van Basten leceiro, Domingos Paciência de seu nome, e Portista de sua alma.
Lesto a assumir o erro como um homem íntegro e merecedor de sobrenome real, o guardião prontificou-se a explicar que o golo teria sido culpa do central Aloísio. Perdão? Aloísio? O mesmo Aloísio que não estava na baliza? Sim, esse mesmo. Porquê? Ora vejamos a sequência do pensamento real de Ivica Kralj: jogo de apresentação -> Porto vs Sporting -> Aloísio choca com Ivica -> magoa olho do menino -> jogo com Tenerife -> frango -> é do olho -> culpa do Aloísio.
Uma linha de pensamento simples e que deixa bem vincado o carácter forte deste íntegro Rei sérvio, general de tantas batalhas.
Porém, convicto que este faux pas não teria sido mais que um acaso tão aleatório quanto um bom jogo de Ivo Damas ou um pensamento coerente de Vale e Azevedo, o Engº do Penta voltaria a apostar em Ivica Kralj para salvaguardar o último reduto tripeiro.
Digamos que foi uma decisão tão boa quanto a de tentar convencer Petar Krpan a fazer um anúncio a um champô anti-caspa. Cedo os faux pas condimentados a açafrão passaram a fazer parte dos pratos dia do restaurante das Antas.
Há Leiria, há Boavista e há Dínamo de Zagreb. Mas sobre tudo, há Olympiakos fresquinho e Alverca com bechamel. Comecemos pela iguaria em solo luso: o FC Porto asfixia o seu rival ribatejano e passeia no relvado tal como Eládio Clímaco na voz off de um documentário chunga da RTP2 (e com isto, inauguramos a palavra "chunga" no blog).
0-5 é o resultado, e os alverquenses já baixaram os braços. Ninguém corre, ninguém defende, ninguém ataca. Mas...helás! Eis que surge uma investida pelo flanco esquerdo! Ah...mas o gajo corre sozinho. Vai centrar mas não está ninguém na área para finalizar. Essa é do redes. Será?
Not really. O centro parece inofensivo, direitinho às mãos seguras do guardião, que sem opositor por perto, prepara-se para agarrá-la calmamente. Os companheiros de equipa começam a subir no relvado, pensando já em mais um eficaz contra-ataque e respectivo 0-6 a favor dos azuis-e-brancos. Mas espera lá...este redes não é o que tem aquele problema no olho?
Pimba. Golo. 1-5 no marcador e risos descontrolados na bancada. Pelos vistos, Kralj terá sido incomodado pela insana pressão da linha avançada do Alverca, posicionada algures entre a meia-lua e o seu meio-campo defensivo, e socou a bola para um beijo inesperado às até então invioladas redes. Maldito Aloísio.
Chega? Nem por isso.
16 de Setembro, 1998. Liga dos Campeões da UEFA, palco maior do futebol Mundial. Um palco digno de um Rei. Ou então, próprio de um bobo da côrte. O campeão português vence por dois a zero a cinco minutos do final, fruto de uma excelente exibição e um frango finíssimo do grego Eleftheropoulos, honra lhe seja feita. Os adeptos saem do estádio esfregando as mãos por mais três pontos no saco. Magnífico. Eis que há ecos de 2-1, fruto de desconcentração da defesa lusitana, já a pensar no apito final. Sem grandes problemas, o goal average não conta para grande coisa e obviamente que já não há tempo para mais nada. Mas...mas...o que é isto??Onde é que vai o homem?!?!? Ele está doido! Pimba. Golo. 2-2.
Ah não, ESTA não é culpa do Aloísio!
Caída em desgraça, a carreira do sérvio na Invicta fechou mais celeramente que um SAP numa terra do interior. Sendo certamente dos poucos jogadores dos quais se pode dizer que foram corridos para fora do clube, o Rei Sérvio inscreveu o seu nome a letras de diarreia na História do clube Portuense.
E não só, julgando pelo seu percurso pós-FCP, caracterizado por uma furiosa espiral descendente que o levou por PSV, Partizan e FC Rostov, onde esta época ajudou a carimbar o passaporte para a II Divisão Russa.
Tudo culpa de quem? Damn you, Aloisius! Damn you...
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segunda-feira, dezembro 31, 2007
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Paulo Estalagem POEJO
Estamos no Natal, pois então. Época de bacalhaus, polvos, leitões e perús.. mas nao vou falar de nenhum guarda redes :)Paulo Estalagem Poejo foi de facto uma promessa. Mas não passou disso...
Em 1992 fazia parte do plantel sénior do Sporténg e prometia muito. Estranho deste ano terem saído jogadores como Andrade, Porfírio, Paulo Morais.. todos jogadores de nome conhecido, mas que nao passaram de carreiras médias.
Poejo.. poejo vem de que origem semântica?
Engraçado é que Poejo passou os últimos anos da carreira a fechar clubes. Primeiro jogou no Campomaiorense. Mas este clube do Sr. Nabeiro fechou portas.
Para o fim a frase mais usado pelos treinadores acima citados..
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segunda-feira, dezembro 24, 2007
Um Santo Rudi para todos Vós
sexta-feira, dezembro 14, 2007
I Will Survive
Longe da vista, longe do coração.Ou talvez não. Há personagens que nos servem a sopa que aquece a barriguinha e o peito, mesmo quando não dispõem de colher para o efeito.
Ricardo, o keeper, é uma delas. Quando procurou o exílio para terras de Cervantes e Míner, milhões de almas suspiraram por nada poderem fazer para o impedir.
Afinal, tinhamos acabado de perder o nosso sorriso colectivo enquanto Nação.
Quem ligaria agora para a Sport TV a queixar-se de críticas injustas em directo?
O Stepanov? Nem fala português!
O Bergessio? Para isso era preciso que a caixa de cartão onde vive à porta do estádio tivesse uma tomada para a TV.
Quem faria agora um desenho de uma pata de doberman no cabelo, alegando que "tal como eu, o doberman é um animal muito injustiçado"?
O Gladstone? Não tem cabelo suficiente!
O Binya? Está proibido de entrar em estabelecimentos públicos.
O ponto de situação era negro. As saídas a cruzamentos já não nos criavam uma dose de expectativa similar ao lançamento de mais um álbum de Jon Secada. Era tudo uma pasmaceira.
Aquela familiar voz de cana rachada já não ecoava doucement nos martirizados canais auditivos da populaça. A formação de barreira na marcação de um livre tornou-se numa formalidade tão banal quanto uma tentativa de finalização frustrada(íssima) por parte de Renivaldo Pereira de Jesus.
Oh alegria, porque nos abandonaste? Quais orfãos vagueando descalços pela negra estrada de uma qualquer noite, sentiamos a dor que Santa Clara sentiu quando Klevis Dalipi, Youssef Nader e Sadjó Baldé abandonaram os Açores. Profunda e perfurante.
Mas eis que recebemos uma injecção anestésica, uma infusão de alívio instantâneo por via do lisboeta pasquim "Record", a qual passo a transcrever:
"Ricardo, guarda-redes do Betis, revelou que aguentou os últimos minutos da partida com o Villarreal apesar de lesionado, ao lembrar-se da versão espanhola do tema de Gloria Gaynor "I will Survive", que durante toda a semana de preparação serviu de inspiração para a equipa. "Recordei-me da canção e decidi aguentar para ajudar a equipa", contou o internacional português que têm queixas num adutor(...)"
OK. Giro. Podemos abordar isto de várias formas.
É certo e sabido que o supracitado tema é um Hino gay. Vamos gozar o Ricardinho por causa disso? Claro que não, coitado. Seria fácil demais.
De igual forma demasiado fácil seria imaginar o homem a cantar aquilo com o vozeirão efeminado que todos conhecemos. Mas iriamos entrar outra vez no domínio da bicheza, e não queremos isso, certo?
Pois...vamos então simplesmente classificar o gosto musical do guardião de "extremamente parolo" e deixar o restante gozo e achincalhamento ao critério do freguês.
Porque o que é fácil demais não oferece desafio algum.
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domingo, dezembro 02, 2007
Kwame, o Globetrotter
Velocidade, destreza e um penteado porreiro. Assim se pode resumir a carreira de Kwame Ayew de uma penada apenas.Ainda há questões interessantes como o facto de ter jogado em três continentes e doze clubes diferentes, mas a piada aqui está mesmo no seu potencial cromífluo. Ah, e no facto de alguns media lhe chamarem "Kwame Ayew", enquanto outros preferiam "Ayew Kwame", o que nos leva a pensar o que seria da 1ª Liga com um Brandão Marlon, Pinto Vieira João ou Hadrioui El. Pelo menos o Missé-Missé e o júnior portista André André (filho do ex-carregador de piano António André) passam totalmente incólumes ao lado desta polémica.
Kwame começou a carreira ao mais alto nível (?) no Africa Sports, colosso costa-marfinense de onde Rashidi Yekini partiu para o Sado. Cedo deu nas vistas pela sua inegável qualidade e potencial, e rumou para França, caíndo no FC Metz. Ou foi isso, ou uma cunha metida pelo irmão Abedi Pelé, um dos melhores jogadores Africanos de sempre, que curiosamente jogava em França na altura. Ele há coincidências...
Arrivado a Metz sob uma névoa sebastiânica de proporções kwamescas, Ayew confirmou as imensas expectativas de ineptude que rodeavam a sua chegada e foi expatriado com relativa velocidade para a Arábia Saudita. Lá se foi o sonho de partilhar um T4 com o irmão e um grupo de dançarinas eslovacas.
Ao fim e ao cabo, a sua estadia no Al Ahli foi importante para ganhar experiência futeboleira, sendo que o nosso amigo viveu aos 19 anos uma situação que os restantes jogadores só costumam viver aos 38. Precisamente: jogar no Al Ahli. Ora, o velocíssimo jovem Kwame actuando numa Liga onde a média de idades deverá rondar os 63 anos só significa uma coisa: croquetes! Ups. Peço desculpa. Estou com fome. Na verdade, a palavra que queria utilizar era "perigo". Com Ayew em campo, defrontar o Al Ahli significa para os adversários o mesmo que comer no restaurante do Barbas. Medo. Muito medo.
Vinte e dois jogos e catorze golos depois, o africano regressa a um grande País de futebol: a Itália de Emanuele Pesaresi. No Leça (perdão, Lecce) Ayew viveu um momento completamente Luiscampesco - em duas épocas acompanhou a sua equipa da Série A até à Série C. Não terá sido concerteza pelas suas exibições, nem pelo seu penteado a imitar o Yannick Noah, pois o ganês somou o excelente pecúlio de sete golitos em quase quarenta jogos.
Tal demonstração de força e virtuosidade só poderia levar Kwame Ayew a um local: Leiria, obviamente. Onde...desceu de divisão, pois claro. Começamos a detectar um padrão na carreira do homem. Mas ainda assim, o felino ganês chamou a atenção de um emblema onde pontificavam Deuses como Matias ou o guardião Sansone, o Vitória de Setúbal. Perante uma doce oportunidade de imitar o trajecto de Rashidi Yekini do Africa Sports para o Sado (se bem que com 32 clubes pelo meio), o célere avançado nem hesitou.
Em apenas uma época em Setúbal (96/97) fez tantos estragos quanto o Manuel Subtil numa casa de banho da RTP. E com muito mais estilo do que este. Pelo menos, em vez da barba sebosa e aspecto de primata, Kwame passeava orgulhosamente uma frondosa cabeleira pós-modernista, que lhe granjeou fama de Teddy Boy por essa Arábia Saudita fora.
Como é seu timbre, o homem não conseguiu ficar parado muito tempo, e passado uma época subiu mais um degrau na carreira. Desta feita para um certo clube, cujos maillots fazem lembrar toalhas de mesa de restaurantes italianos. Na fase pré-campeão, o Boavista construia uma equipa altamente ambiciosa, que precisava de um artilheiro à altura. Encontrou-o no nosso ganês preferido (depois de Nii Lamptey, claro). Já havia Alfredo na baliza, William Quevedo na defesa, Conthé no meio-campo e Wouden, Martelinho e Jacaré no ataque. Com Ayew, o Boavista alcançou um bonzinho 6º lugar, ao que se seguiu um histórico vice-campeonato na época seguinte, com o irmão de Abedi Pelé em grande plano. Um pecúlio de 15 golos a responder a cruzamentos de Martelinho que lhe valeram o passo maior da sua carreira.
Alvalade. Em plena hegemonia do FC Porto Pentacampeão de Jardel e Alejandro Diaz, arrivou em Lisboa com o intuito de ser o melhor marcador do campeonato e devolver a glória perdida ao clube de De Franceschi. OK, foi uma aposta extremamente optimista dos dirigentes leoninos, mas quem sou eu para questionar? Apenas mais um que nunca achou piada nenhuma ao Badaró. A verdade é que o verde voltou mesmo a ser cor de vitória, passados 18 anos de seca. O mérito? Completamente direccionado para o colo de Ayew Kwame.
O problema é que a glória também tem o seu peso. Não estando habituando a jogar com a pressão inerente à defesa de um título, o ganês decidiu que iria continuar a infernizar a vida de Mário Jardel. Este saira do Dragão para a Turquia, logo, Ayew decidiu que seria uma excelente career move. Porque não confiar na capacidade de julgamento de Jardigol, esse jovem tão ponderado?
Talvez porque o ponta-de-lança brasileiro tem discernimento idêntico ao Soares Franco após jantar (Queiróz dixit). De qualquer forma, o nosso ladino amigo ficou a saber disso inequivocamente. Após dois anos na Turquia molhando a sopa ao serviço de Yozgatspor e Kocaelispor, respectivamente, concretizou um sonho de infância: jogar na China. Primeiro no Changsha Ginde, depois no Inter de Xangai, onde foi o melhor marcador da prova. Toma lá, Jardel. In your face, bitch.
Porém, no final da sua aventura asiática, já calvo e com consciência que a sua carreira estaria mais putrefacta que a dentição de Almerindo Marques, o agora veterano globetrotter tomou a decisão certa.
Em 2006/07, tentou (mais) um "yekini" e regressou à casa que o viu nascer. OK, admito que Ayew não terá nascido em Setúbal, mas o gato dele sim. O pequenito Tinkler, sempre travesso nas suas brincadeirinhas com novelos de lâ. Porque se chamará assim, não sei. O regresso, por sinal, até foi engraçado. Marcou uns golitos e tal, incluíndo uma ignóbil traição ao seu ex-patrão de xadrez (num apimentado frango do porteiro de discotec...guarda-redes William) e uma facada nas costas da União de Leiria, outra ex-entidade patronal. Ingratidão pura.
Não há por aí alguém que lhe vá gritar qualquer coisa do estilo "não cuspas no prato onde comeste"? Suponho que não. Isso seria perfeitamente estúpido.
domingo, novembro 25, 2007
Lionel Abide Messi Georges Parfait
Assim é o futebol de Messi, que cai nas amarras tácticas do presente como um boné no depauperado crâneo do deputado Diogo Feio.
Ah, mas não é este. É o tipo do Barça. Alguém enganou os dirigentes do Olhanense.
-"Eh pá, temos aqui um empresário a oferecer o Messi e só quer um calendário da Pirelli, um LP da Céline Dion ao vivo em Gdansk e um VHS dos Gladiadores Americanos em troca!"
-"Porreiro, pá! E eu que até tenho uns episódios de '96 gravados! Esta saiu mesmo bem."
sábado, novembro 10, 2007
CALILA, ATÉ FAZ FILA
quinta-feira, novembro 08, 2007
Gilles Binya, o Irascível do Mfoundi
Gilles Binya, o bom rapaz, aceitou dar uma entrevista a este blog. Um Senhor: gentil e correcto na abordagem aos lances, tanto dentro como fora do verde tapete.
Ora aí vamos:
"Cromos da Bola - Salvé, orgulho de Yaoundé. Bem Haja pela entrevista concedida.
Gilles Binya - Ora essa, não tinha nada de jeito para fazer. Era isso ou arrancar mais um dedo àquele gajo ali ao fundo, mas já estou meio maçadito. Foi um longo dia de trabalho.
CdB - Mais uma razão para lhe agradecer. Iniciemos então esta entrevista. Foi difícil a sua adaptação a Portugal e ao Benfica?
GB - São realidades completamente diferentes do que estava habituado. No ínicio ninguém me conhecia, foi complicado. Um exemplo: Como ninguém sabia quem era, deram-me um pequeno cartão vermelho magnético para poder entrar no parque de estacionamento do centro de treinos. Infelizemente parti-o. Foi o único cartão vermelho que consegui ver até agora em solo luso. E estraguei tudo.
CdB - Vicissitudes da vida. Por falar nisso, foi necessária uma grande mudança de hábitos de sua parte?
GB - Não, apesar de tudo consegui adaptar-me relativamente bem. Gosto muito de rissóis de camarão, portanto só tenho comido isso e carne humana. Outro dia trocaram-me o pedido num café e deram-me um rissol de carne. Ridículo. Claro que parti o perónio ao moço. Curiosamente não vi cartão.
CdB - Compreensível. Trouxe música étnica do seu País natal?
GB - Não ouço disso. Ouvia até aos 12 anos, mas depois parti para outra. Agora, desde que tenha a minha K7 pirata com os maiores hits de verão do MC Hammer, está tudo bem. É um LP bestial. Aquele gajo partia tudo.
CdB - Noto um verbo recorrente no seu discurso...
GB - Deve ser "encerar". Só pode ser "encerar". Adoro encerar o chão da minha casa. Até tenho uma história curiosa relativa a isso: uma vez, a minha mulher-a-dias encerou o chão, esquecendo-se que faço questão de fazer isso sozinho. Parti do princípio que ignorou as minhas directrizes como ofensa pessoal, e parti-lhe a rótula, claro. Não vi cartão, curiosamente.
CdB - Pois. O verbo era "encerar", claro. Passemos à bola propriamente dita. A adaptação a um futebol diferente foi simples?
GB - Dado que o meu jogo não é mais que fazer lançamentos laterais para as couves e distribuir porrada enquanto o Armando não volta à equipa, foi fácil, sim. Até fiz um penteado à Beto Galdino para os adeptos não sentirem saudades e fazerem uma associação rápida do brasileiro nórdico ao jogador novo dos Camarões. Foi uma tentativa de partir gelo. Acho que resultou.
CdB - Longe de mim discordar. Os treinos têm corrido bem?
GB - Tem visto o Mantorras ultimamente?
CdB - Agora que menciona...não, realmente não.
GB - Agora já sabe como têm corrido os treinos. Rasgadinhos.
CdB - Gilles Binya, estou a ficar com medo. Obrigado pela oportunidade.
GB - Ora essa. Volte sempre. E traga as suas canelas desprotegidas, se possível. Ainda ontem escanei um piton nas caneleiras de um gajo. Isso não se faz a ninguém."
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Esta entrevista é fictícia. A realidade seria muito mais violenta.



